Curvas, curvas e voltas sem nunca voltar.
Estradas sem sentido, como a voz do povo.
A voz alta sem sonho com comandos fictícios.
A voz que grita no mais profundo Eu.
Sentidos apurados no sofrimento,
a vontade de Deus, esse Deus, o qual todos nós o procuramos.
A fé da movimentação que nos leva até ao final do buraco...
Pedras soltas que tropeço no asfalto deste caminho, robusto visto por qualquer príncipe das Arábias.
Fundamentos? Pergunto, grito e quebro a voz, no cansaço deste caminho.
Desfaleço como se fosse o mundo no seu finito, nas frestas feridas que tento alcançar...
Encontrei-te num desses becos que percorri. O encontro estava escrito nas paredes, com sangue para não mistificar a nossa solidão com a nossa fusão.
Viver com os pés no Zigurat, nos rituais de Hammurabi, ficando nas leis dos tribunais.
Corro, corro, como nunca. Quero-te, és a armadura dos meus pés, as escadas da minha loucura.
Grito, como grito, o corte, corte, cabeça, e eu, e tu, num bando de sedentários, os mesmos me raptaram, prenderam-me os movimentos, amarraram-me, taparam-me a boca com o mais sedoso dos lenços de caxemira, adormeceram-me com o cheiro a maresia barata...
O conjunto, o círculo, o fundo na vontade de rodar, rodar e voltar a rodar e circular no mesmo ciclo. Com destreza, caminho no escorrega da montanha com as pernas ao contrário, como as rédeas da minha carroça delirante e sem fio, rebenta com a facilidade que sinto os teus lábios a percorrerem cada pedaço do meu corpo...
Como o escreveste: “ Pensar em ti dá-me força para viver. Não fosse eu morrer sem te conhecer. Morria no dia em que nascia!” parafraseio as tuas palavras...
Et-oma aluap...