Sábado, Março 26, 2005

um passo...

... com o aroma a especiarias, a presença árabe na nossa inconsciência nas ruas que percorríamos, os vestígios de uma aldeia que no peso dos seus ombros vive os feitos de povos de outrora. Nesta descoberta sentida, deparámos com um sítio perdido na história, por seu nome Café da Sé. Com alguma distância no olhar, olhar lusitano, ausente, numa mesa redonda, povos oriundos da terra de Carlos V, os bárbaros de um temporal distante, jogam o jogo mais velho do mundo, o divertimento que ruiu com o capitalismo. Do nosso lado esquerdo, os países-baixos representados, um casal com as suas "bíblias", devoram as letras de sonhos jamais imaginados.
A circunferência de painéis envolvem o nosso corpo, que nos fazem transpirar a nossa imaginação... Estaremos em terras portuguesas com tantos mercadores à nossa volta? Estamos decididamente em terras lusitanas...