Segunda-feira, Março 28, 2005

três passos...

para ti...

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola. Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço, namoro 'amasso'
Sou eu assim sem você
To louco pra te ver chegar
To louco pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço, retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo Porque? Pooooooorque?

Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada, queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo


Adriana Calcanhoto


sem ti não existo mesmo...

The end.

Domingo, Março 27, 2005

dois passos...

Há quem compre souvenirs, peças de artesanato, uma artesanato regional ao pacote, nós? Nós levamos sempre um pedaço da natureza espacial, uma oferenda da mesma, uma simples folha caída, uma flor que findou a sua passagem nesta fauna fugidia e de um temporal findo... na nossa cabana de madeira, no meio da mãe-natureza foi-nos deixado, numa noite de lua cheia com um céu abrilhantado pelo baile de estrelas, três folhas de eucalipto, encantadas que saltaram para o nosso Diário de pequenas palavras, com o seu aroma encantado...

Sábado, Março 26, 2005

um passo...

... com o aroma a especiarias, a presença árabe na nossa inconsciência nas ruas que percorríamos, os vestígios de uma aldeia que no peso dos seus ombros vive os feitos de povos de outrora. Nesta descoberta sentida, deparámos com um sítio perdido na história, por seu nome Café da Sé. Com alguma distância no olhar, olhar lusitano, ausente, numa mesa redonda, povos oriundos da terra de Carlos V, os bárbaros de um temporal distante, jogam o jogo mais velho do mundo, o divertimento que ruiu com o capitalismo. Do nosso lado esquerdo, os países-baixos representados, um casal com as suas "bíblias", devoram as letras de sonhos jamais imaginados.
A circunferência de painéis envolvem o nosso corpo, que nos fazem transpirar a nossa imaginação... Estaremos em terras portuguesas com tantos mercadores à nossa volta? Estamos decididamente em terras lusitanas...